MPF questiona aumento da mistura de etanol
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça para suspender o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, que passaria de 30% para 32%. Segundo o órgão, a mudança deve ser interrompida até que estudos técnicos comprovem a segurança da nova composição para os veículos.
De acordo com o MPF, a decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho, porém sem a apresentação de estudos conclusivos sobre os impactos da gasolina E32 na frota brasileira.
Órgão aponta falta de estudos específicos
Na ação, o Ministério Público afirma que pesquisas realizadas para validar a gasolina E30 foram utilizadas como base para justificar a adoção da E32. No entanto, segundo o órgão, esses estudos não comprovam os efeitos do novo percentual de etanol.
Além disso, o MPF sustenta que ainda são necessários estudos sobre a durabilidade de componentes dos veículos, emissões de poluentes, consumo de combustível e compatibilidade com diferentes modelos da frota nacional.
Possíveis impactos em veículos
Conforme a ação, o aumento da concentração de etanol pode provocar corrosão de peças, desgaste das bombas de combustível e falhas nos sistemas de injeção. O Ministério Público destaca que motocicletas, veículos antigos e modelos importados estariam entre os mais suscetíveis aos possíveis problemas.
Pedido inclui perícia e indenização
Além da suspensão da medida, o MPF solicita que a Justiça determine a realização de uma perícia técnica independente. O órgão também pede a exigência de estudos mais rigorosos para futuras alterações na composição dos combustíveis e a condenação da União ao pagamento de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.






