Ação mira organização criminosa investigada em Santa Catarina
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, na manhã desta terça-feira (16), três mandados de busca e apreensão nos municípios de Xanxerê e Chapecó, no Oeste catarinense. A ação integra a segunda fase da Operação Bow Tie, que investiga uma organização criminosa suspeita de coordenar atividades ilícitas dentro e fora de unidades prisionais em Santa Catarina.
Além disso, a operação contou com o apoio do Núcleo de Operações Táticas e da Polícia Penal. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a ação é um desdobramento das investigações iniciadas na quinta fase da Operação Sodalitas Finis – Casa da Pedra.
Investigação apura possível vazamento de informações
De acordo com o MPSC, o objetivo é apurar o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao cumprimento de ordens judiciais. Enquanto isso, os materiais recolhidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames periciais.
A investigação segue sob sigilo de Justiça.
Nome da operação faz referência ao termo usado no sistema prisional
A Operação Bow Tie recebeu esse nome em alusão a um tipo específico de nó de gravata. No entanto, no jargão carcerário, o termo “gravata” é utilizado por presos para se referirem a advogados.
Em fevereiro deste ano, durante a mesma operação, uma advogada foi presa em Xanxerê. Ela é suspeita de utilizar indevidamente as prerrogativas da profissão para intermediar a comunicação entre pessoas presas e integrantes de organizações criminosas que estavam em liberdade.
Essa prática é conhecida como “sintonia”, expressão utilizada para descrever o transporte de informações entre detentos e pessoas fora do sistema prisional.





