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Ataques de cães aumentam cobrança por respostas em Xanxerê

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A presença de cães soltos nas ruas de Xanxerê voltou a gerar preocupação e, principalmente, questionamentos. Depois de novos relatos de ataques e de animais avançando contra pedestres e motociclistas, fica uma pergunta central: quais medidas estão sendo tomadas pelo poder público para enfrentar esse problema?

A Prefeitura tem fiscalização suficiente para identificar animais abandonados ou mantidos soltos? Como são atendidas as denúncias feitas pelos moradores? Existe estrutura para recolhimento, identificação e encaminhamento dos animais? E quais ações permanentes estão previstas para reduzir o número de cães em situação de abandono?

A Câmara de Vereadores também é chamada à discussão. Diante dos relatos que chegam da população, o tema está sendo debatido? Existem propostas para fortalecer a fiscalização, a castração, a identificação e a posse responsável?

E quem abandona ou mantém cães soltos?

O problema, porém, não depende apenas do poder público.

Também é necessário questionar quem abandona animais nas ruas ou permite que cães de sua responsabilidade circulem livremente pela cidade. Quando um animal é deixado na rua, quem assume as consequências?

Outra questão envolve as pessoas que alimentam cães que vivem nas ruas. A preocupação não é com o ato de oferecer alimento, mas com a responsabilidade que pode existir a partir desse cuidado.

Quem alimenta um animal comunitário acompanha sua situação? Busca castração, atendimento veterinário e identificação? Procura encaminhamento para adoção? E, principalmente, o que acontece quando esse animal passa a representar risco para outras pessoas?

A proteção aos animais e a segurança da população não precisam ser tratadas como questões opostas. Entretanto, os dois lados precisam ser considerados quando o problema envolve animais soltos em vias públicas.

Ataque no centro de Xanxerê

A discussão ganhou ainda mais atenção após uma idosa ser atacada por cães na tarde desta segunda-feira (28), no centro de Xanxerê.

O caso aconteceu na Rua General Osório, nas proximidades da Lavanderia Universal. A mulher caminhava pela calçada quando foi surpreendida pelos animais e sofreu diversas mordidas, principalmente na região da perna.

Pessoas que estavam próximas perceberam a situação, intervieram para afastar os cães e ajudaram a vítima até a chegada do socorro. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e realizou os primeiros atendimentos no local.

A idosa apresentava cortes provocados pelas mordidas.

Outros relatos também preocupam moradores

O episódio não é o único relato recente envolvendo cães soltos na cidade.

Uma mulher teria sido atacada por três cães nas proximidades da rodoviária de Xanxerê. Conforme o relato divulgado nas redes sociais, ela sofreu cortes profundos na perna, precisou ser encaminhada ao Hospital São Paulo e, por trabalhar como diarista, teria perdido dois dias de trabalho.

Ainda segundo o relato, a vítima teria ficado emocionalmente abalada, passando a sentir medo de sair sozinha de casa.

Embora sejam situações diferentes, os relatos têm um ponto em comum: moradores afirmam estar preocupados com a circulação de cães sem acompanhamento pelas ruas.

Cães soltos também são relatados nos bairros

O morador Paulo Munaretti relatou ter flagrado 12 cães soltos correndo atrás de uma fêmea.

Já Neuza Dallago denunciou a presença constante de animais abandonados no bairro dos Esportes.

No bairro Nossa Senhora de Lourdes, moradores também relatam problemas relacionados à presença de cães nas ruas. Entre as situações mencionadas estão animais avançando contra pedestres, perseguindo motociclistas e se aproximando de pessoas que caminham com seus próprios cães, mantidos na guia.

Uma das manifestações publicadas nas redes sociais afirma:

“Não dá pra sair a pé na rua que eles avançam. Os motoqueiros, coitados, sofrem. Algo tem que ser feito.”

Outra moradora relatou:

“Verdade, a gente sai para passear com nossos cães na guia tudo certinho e com esse tanto de cachorro na rua solto é impossível. Eles vêm pra cima, avançam, tentam morder.”

Moradores relatam medo e cobram soluções

Nas redes sociais, outras manifestações demonstram a preocupação de moradores com a situação.

“É, uma vergonha de tanto cachorro na rua em Xanxerê a gente saí pra trabalhar com medo hj!, o cachorro tem mais valor que o ser humano lamentável.”

Outro relato menciona a presença de cães abandonados no bairro Nossa Senhora de Lourdes e afirma que a situação estaria dificultando a circulação de moradores.

Os relatos publicados nas redes sociais representam manifestações dos moradores e, portanto, não substituem uma apuração oficial sobre a quantidade de animais em situação de rua ou sobre eventuais responsabilidades individuais.

O problema exige respostas

Os casos relatados levantam uma discussão que envolve diferentes responsabilidades.

Quem abandona um animal contribui para o crescimento da população de cães nas ruas. Quem mantém um animal solto também precisa responder por sua responsabilidade como tutor. Da mesma forma, quem decide cuidar e alimentar animais comunitários pode contribuir para uma solução responsável quando esse cuidado também envolve castração, identificação e encaminhamento adequado.

Ao poder público, cabe esclarecer quais políticas estão sendo executadas, quais estruturas estão disponíveis e como as denúncias são tratadas.

E à sociedade cabe uma reflexão: como proteger os animais sem deixar de garantir a segurança de quem precisa caminhar, trabalhar ou circular pelas ruas da cidade?

Enquanto novos relatos continuam surgindo, moradores aguardam respostas e medidas capazes de enfrentar o problema de forma permanente.

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