Polícia Civil cumpre mandado em academia no Centro da cidade
Dois homens, de 39 e 34 anos, sócios de uma academia localizada no Centro de Xaxim, foram presos em flagrante na tarde desta quinta-feira (14). Eles são suspeitos de comercializar anabolizantes e medicamentos sem registro da Vigilância Sanitária.
A ação foi realizada pela Polícia Civil durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão por volta das 16h.
Polícia encontrou materiais preparados para aplicação
Conforme a investigação, em uma das salas da academia os agentes localizaram um ambiente utilizado para aplicação e distribuição de substâncias injetáveis. No local, foram encontrados agulhas, seringas vazias e outras já preenchidas com líquido pronto para aplicação.
Além disso, os policiais também apreenderam papel higiênico com vestígios de sangue, o que reforçou as suspeitas de utilização do espaço para aplicação dos produtos.
Produtos veterinários e esteroides foram apreendidos
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu 13 frascos de Protenay Injetável, produto de uso veterinário, além de diversas ampolas de esteroides anabolizantes. Entre as substâncias encontradas estavam Testobolin, Testoviron, Parabolan, Deca Dorabolin, testosterona e drostanolona.
Outros medicamentos, como tadalafila, telmisartana e Alginac, também foram localizados dentro do estabelecimento.
Segundo a polícia, a quantidade de materiais apreendidos e as notas fiscais encontradas indicaram que os produtos seriam comercializados dentro da academia.
Investigados pagaram fiança e foram liberados
Ainda de acordo com a investigação, os suspeitos teriam comprado, entre abril e maio deste ano, 267 agulhas e 29 seringas em uma farmácia da cidade.
A Vigilância Sanitária de Xaxim foi acionada para recolher e cadastrar os produtos irregulares encontrados no local.
Os dois homens foram encaminhados para a delegacia e permaneceram em silêncio durante o interrogatório, acompanhados por advogado.
A Polícia Civil registrou o auto de prisão em flagrante e os investigados foram indiciados por armazenar e comercializar produtos medicinais sem registro e de procedência duvidosa. Como o crime permite pagamento de fiança, o delegado arbitrou o valor equivalente a três salários mínimos para cada suspeito. Após o pagamento, ambos foram liberados.
O caso será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para continuidade das investigações e demais procedimentos legais.






