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Família cobra respostas sobre morte de professora Adriana

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Cinco meses após morte, família pede esclarecimentos

Cinco meses após a morte da professora Adriana de Souza, de 44 anos, encontrada sem vida dentro da residência onde morava, no bairro Vista Alegre, em Xanxerê, a família afirma que ainda aguarda respostas sobre as circunstâncias do caso e cobra o avanço das investigações.

Adriana foi localizada morta na tarde de domingo, 22 de fevereiro, pelo proprietário do imóvel, que acionou o Corpo de Bombeiros. Conforme relatos dos familiares, ela estava caída no banheiro, vestida, com o chuveiro ligado e a porta da casa aberta.

Laudo aponta diversas lesões no corpo

De acordo com a irmã da professora, o laudo pericial entregue à família aponta diversas lesões, principalmente no rosto, braços e pernas. O documento registra hematomas em diferentes regiões do corpo, além de lesões na cabeça e hematomas sob o couro cabeludo.

Além disso, a perícia informa que o corpo e as roupas estavam molhados no momento dos exames.

Segundo os familiares, também foi encontrada uma marca de pegada sobre um balcão próximo à janela da residência. Eles relatam ainda o desaparecimento de dinheiro e de ursinhos de infância da filha de Adriana, que estavam sobre a cama.

Empréstimo foi contratado dias antes da morte

Após o falecimento, a família descobriu que Adriana havia contratado um empréstimo de R$ 30 mil na quarta-feira anterior à morte.

Segundo a irmã, aproximadamente R$ 6 mil foram utilizados para quitar dívidas, enquanto o restante seria destinado à compra de um colchão terapêutico, devido aos problemas de saúde enfrentados pela professora.

Adriana sofria de fibromialgia, convivia com fortes dores provocadas por um problema no joelho esquerdo e tinha uma cirurgia marcada para o dia 3 de março.

Ainda conforme a família, ao acessar as contas bancárias após a morte, foi constatado que o dinheiro havia desaparecido e que as contas estavam sem saldo.

Trajetória na educação

Professora efetiva da rede municipal de ensino, Adriana também atuou em escolas particulares, no Presídio Regional de Xanxerê, no Creas, ministrou cursos de oratória na JCI e oferecia aulas particulares de alfabetização.

Segundo a irmã, ela possuía mais de 20 certificados de formação e era reconhecida pelo trabalho desenvolvido, especialmente com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Ela era muito amada por todos. Sempre foi uma referência e ótima professora, principalmente com alunos com TEA. Alfabetizou muitas pessoas que hoje têm uma vida profissional excelente”, afirmou a irmã.

Separada, Adriana criou a filha sozinha. Conforme a família, ela não mantinha relacionamento amoroso no momento da morte. Ainda assim, um ex-namorado esteve na residência na sexta-feira anterior ao fato apenas para entregar compras, sem entrar no imóvel.

O que consta no laudo

O laudo pericial registra hematomas na testa, escoriações no queixo, equimoses nos braços, mãos, pernas, joelhos e pés, além de hematomas sob o couro cabeludo identificados durante o exame interno.

Por outro lado, o documento informa que não foram encontradas fraturas, hemorragias intracranianas ou lesões aparentes nos órgãos internos. O exame também aponta que o estômago continha líquido de coloração amarronzada no momento da necropsia.

Polícia Civil mantém investigação

Procurado pela reportagem, o delegado responsável informou que policiais civis já conversaram com a irmã da vítima e apresentaram informações sobre o andamento da investigação.

No entanto, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a linha investigativa nem confirmou oficialmente a causa da morte. Enquanto isso, a família segue aguardando esclarecimentos sobre o caso.

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