Inquérito aponta dolo eventual e mantém condutor preso preventivamente
A Polícia Civil concluiu, recentemente, o inquérito que apurou o grave acidente envolvendo uma carreta que colidiu com nove veículos e deixou dez pessoas feridas em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
Assim, após a análise técnica e a coleta de provas, as autoridades indiciaram o motorista por tentativa de homicídio com dolo eventual. Conforme a investigação, ele assumiu conscientemente o risco de provocar um resultado fatal. Atualmente, o condutor segue preso de forma preventiva, enquanto o caso avança para a esfera judicial.
Relembre o Acidente
Falha mecânica antecedeu o acidente
O acidente ocorreu na tarde de 30 de janeiro, por volta das 15h15, na Avenida Fernando Machado, uma das vias mais movimentadas da cidade. Conforme apurado, a carreta, que pertence ao próprio motorista, apresentou problemas mecânicos ainda no trajeto entre Xaxim e Cordilheira Alta, a cerca de 20 quilômetros de Chapecó.
Ademais, segundo o delegado responsável pelo caso, Elder Arruda Chaves, o veículo chegou a incendiar naquele trecho e já circulava sem sistema de freios funcionando corretamente.

Decisão de seguir viagem agravou o risco
Embora o incêndio tenha sido controlado com apoio de populares e do Corpo de Bombeiros, o motorista optou por continuar a viagem. Assim, de acordo com a Polícia Civil, essa decisão caracterizou a assunção do risco, elemento central para o indiciamento por dolo eventual.
Câmeras de monitoramento, inclusive, registraram o momento da colisão, mostrando que a carreta, carregada com madeira laminada, atingiu sucessivamente os veículos à frente, todos no mesmo sentido da via.

Investigação e próximos passos
Apesar da gravidade da ocorrência, não houve mortes, tampouco feridos em estado grave, o que, conforme destacou o delegado, evitou consequências ainda mais trágicas. O motorista realizou o teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.
Posteriormente, a Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina, que agora avalia se oferece denúncia à Justiça ou se solicita novas diligências. Portanto, o caso permanece em análise, enquanto as vítimas seguem em recuperação.

