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Mãe é denunciada por tortura contra filha em Chapecó

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Criança teria sido queimada como forma de castigo

Uma mulher de 28 anos foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por tortura contra a própria filha, de 9 anos, em Chapecó, no Oeste catarinense. Segundo a denúncia, a criança teria sofrido queimaduras nas mãos e no rosto após a mãe utilizar uma colher aquecida em alta temperatura.

O episódio teria ocorrido no dia 13 de abril, na residência da família. Conforme o Ministério Público, a agressão teria sido uma forma de punição depois que a menina comeu um doce sem autorização.

De acordo com a denúncia apresentada pela 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, a mãe teria usado a colher aquecida para provocar as queimaduras. Além disso, após as agressões, ela teria ameaçado a filha para que não revelasse o ocorrido, dizendo que “iria ser pior” caso contasse o que havia acontecido.

Padrasto é denunciado por omissão de socorro

Ainda conforme o MPSC, o padrasto encontrou a menina ferida e com dores quando voltou para casa. Apesar disso, segundo a acusação, ele não teria levado a criança ao hospital nem acionado qualquer serviço de emergência.

Por esse motivo, o homem também foi denunciado pelo Ministério Público, desta vez pelo crime de omissão de socorro.

Na denúncia, a promotora de Justiça Júlia Ferreira Santos afirmou que “a criança se encontrava ferida e impossibilitada de buscar socorro por seus próprios meios”.

Segundo a promotora, o padrasto teria deixado de providenciar assistência, mesmo tendo conhecimento da situação.

Atendimento ocorreu três dias depois

A criança só recebeu atendimento médico três dias após o episódio. Na ocasião, ela compareceu à escola e teve as lesões percebidas por profissionais da instituição.

Diante da situação, a escola acionou o Conselho Tutelar. Posteriormente, foram providenciados os cuidados médicos necessários para a menina.

Criança está em acolhimento familiar

Além da denúncia contra a mãe pelo crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/97, e contra o padrasto por omissão de socorro, o Ministério Público solicitou à Justiça uma reparação financeira à vítima.

O pedido é para que seja estabelecido o pagamento de, no mínimo, R$ 10 mil à criança pelos danos sofridos.

Paralelamente, a 16ª Promotoria de Justiça de Chapecó, responsável pela área da infância e juventude, acompanha o caso para garantir a proteção dos direitos da menina.

Inicialmente, a criança foi encaminhada para acolhimento institucional. Atualmente, entretanto, ela está em acolhimento familiar.

Além disso, está em andamento uma ação que busca a destituição do poder familiar em relação à mãe da vítima.

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