Polícia Civil indicia dois homens por homicídio e ocultação de cadáver
A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (4), a investigação sobre a morte de Valdir Bazanela, de 75 anos, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. Conforme o inquérito, o idoso foi assassinado por dois inquilinos, de 20 e 30 anos.
O crime ocorreu no dia 20 de julho. Com o encerramento das investigações, o relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais.
Desaparecimento deu início às investigações
As diligências começaram após familiares registrarem o desaparecimento de Valdir Bazanela. Durante a apuração, a Polícia Civil ouviu testemunhas, analisou imagens de câmeras de videomonitoramento, realizou levantamentos investigativos e solicitou exames periciais.
Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo um contrato de locação e o pagamento de aluguéis em atraso.
Após a discussão, Valdir foi até a residência ocupada pelos investigados e, conforme a Polícia Civil, foi visto com vida pela última vez no local.
Corpo foi encontrado enterrado nos fundos da residência
Dias depois, o corpo do idoso foi localizado enterrado em uma cova rasa nos fundos da casa onde os suspeitos moravam.
De acordo com a investigação, a vítima estava com os pés e as mãos amarrados, além de apresentar uma corda na boca e no pescoço.
Suspeitos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado
Com base em depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e demais provas reunidas, a Polícia Civil concluiu haver indícios suficientes de autoria e materialidade contra os dois investigados.
Eles foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, pelas qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Além disso, ambos também responderão por ocultação de cadáver, devido ao fato de terem enterrado o corpo nos fundos da residência.
Segundo a Polícia Civil, as penas para os crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver podem ultrapassar 30 anos de reclusão, conforme a análise e as decisões que serão tomadas pelo Poder Judiciário ao longo do processo.








