Santa Catarina amplia cirurgias bariátricas no SUS e registra salto histórico nos atendimentos

3 médicos realizam cirurgia bariátrica no SUS SC amplia cirurgias bariátricas no SUS e reduz filas

Aumento expressivo de procedimentos na rede pública

Atualmente, Santa Catarina registra um avanço significativo no enfrentamento da obesidade. A Secretaria de Estado da Saúde ampliou a assistência hospitalar e elevou em mais de 500% o número de cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS. Conforme os dados oficiais, o Estado realizou 2.228 procedimentos em 2025, enquanto registrou 343 em 2022.

Todavia, esse crescimento não ocorreu de forma isolada. Desde 2023 o Estado investiu na ampliação da rede, na redução das filas e na descentralização do atendimento, garantindo acesso em todas as regiões catarinenses.

Estratégias adotadas para reduzir filas e ampliar acesso

Anteriormente, o número limitado de hospitais habilitados restringia o acesso dos pacientes. Entretanto, a gestão estadual implementou a Tabela Catarinense de Procedimentos, bem como o Programa de Valorização dos Hospitais, o que possibilitou a inclusão de novas unidades na rede pública.

Assim, o total de hospitais aptos a realizar cirurgias bariátricas passou de seis para nove. Logo, o Estado conseguiu acelerar os atendimentos e diminuir o tempo de espera, inclusive com a incorporação de hospitais que antes atuavam apenas de forma privada.

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Resultados regionais e destaque entre hospitais

Inegavelmente, o impacto da ampliação aparece nos números. Desde 2023, já foram realizadas 3.815 cirurgias bariátricas pelo SUS em Santa Catarina. Ademais, algumas unidades se destacaram no volume de procedimentos.

O Hospital Dom Joaquim, por exemplo, após integração recente à rede, liderou o número de cirurgias em 2025. Outrossim, hospitais regionais de Joinville, Joaçaba e Blumenau também apresentaram desempenho relevante, demonstrando a capilaridade do serviço e a consolidação da política pública de saúde.

Benefícios diretos na qualidade de vida dos pacientes

Enfim, os reflexos positivos vão além dos números. Pacientes submetidos à cirurgia relatam melhora significativa na saúde e na rotina diária. Conforme relatos acompanhados pela rede estadual, há redução no uso de medicamentos, controle de doenças como diabetes e hipertensão e melhora da mobilidade. O acompanhamento multiprofissional no pré e no pós-operatório garante segurança e orientação adequada, enquanto reforça a importância do tratamento contínuo e da mudança de hábitos.

Veja o vídeo abaixo ou acesse AQUI para entender um pouco mais sobre ‘Gastrectomia vertical: o que é e como é feita essa cirurgia bariátrica?’

As informações do vídeo são de responsabilidade de seu criador.

Critérios e caminho para acessar o procedimento

Atualmente, a pessoa com obesidade deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Aliás, é nesse ponto que ocorre a avaliação inicial e, eventualmente, o encaminhamento para atendimento especializado.

Para indicação cirúrgica, o paciente precisa comprovar ao menos dois anos de tratamento clínico, além de atender critérios como IMC elevado e presença de comorbidades. Portanto, a cirurgia representa o último recurso dentro da linha de cuidado, que envolve médicos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais.

Obesidade como desafio permanente de saúde pública

A obesidade, enquanto doença crônica não transmissível, afeta pessoas de todas as idades e tende a se agravar com o passar do tempo. Contudo, quando há acesso ao tratamento adequado, os impactos podem ser reduzidos.

Certamente, a ampliação das cirurgias bariátricas no SUS catarinense representa um avanço relevante, pois contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares, problemas articulares, depressão e alguns tipos de câncer, promovendo mais qualidade de vida à população.

Dia 11 de Outubro é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

O dia 11 de outubro é o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade (e Dia Mundial da Obesidade), data dedicada a conscientizar sobre a obesidade como doença crônica e fator de risco para diabetes, hipertensão e infecções graves. O foco é promover a reeducação alimentar, combate ao sedentarismo e acompanhamento médico. 

Pontos-chave sobre o Dia 11 de Outubro (Prevenção e Combate):

  • A Doença: A obesidade é o acúmulo de gordura corporal, muitas vezes por consumo energético superior ao gasto, sendo um dos maiores problemas de saúde pública mundial.
  • Riscos: Aumenta a mortalidade, com relação direta a infecções graves, complicações cardiovasculares, diabetes e redução da qualidade de vida.
  • Prevenção/Combate:
    • Alimentação Saudável: Evitar ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura.
    • Atividade Física: Prática regular de exercícios para crianças (1 hora/dia) e adultos.
    • Acompanhamento: Necessidade de equipe multidisciplinar (médico, nutricionista, educador físico).
  • Obesidade Infantil: Alerta para o diagnóstico precoce e mudança de hábitos em família, pois muitos pais não identificam o excesso de peso nos filhos.
  • Cenário: Estudos indicam que, se o ritmo atual continuar, quase metade dos brasileiros adultos poderão estar obesos até 2044. 

A data busca mudar a perspectiva sobre a obesidade, focando em “Mudar para Viver mais e Melhor”, ressaltando que é uma condição tratável e prevenível. 

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