Trajetória marcada pela arte, inovação e forte ligação com a comunidade
O artista plástico Oswaldo Luiz Sette morreu nesta terça-feira, dia 13, aos 78 anos, deixando, assim, um legado artístico profundo em Xanxerê e em toda a região Oeste de Santa Catarina. Reconhecido principalmente por suas pinturas sacras e por obras autorais inovadoras, Sette construiu uma trajetória sólida, que, certamente, o consolidou como uma das maiores referências culturais do município. Atualmente, suas criações integram espaços religiosos, acervos particulares e a memória afetiva de inúmeras comunidades.
Natural de Concórdia, Oswaldo demonstrou, desde cedo, uma ligação intensa com a arte. Ainda na infância, improvisava pincéis com pelos de cavalo e utilizava as paredes do galpão da família como telas. Primeiramente de forma lúdica, ele produziu sua primeira pintura, retratando, de maneira irreverente, uma “galinha girafa”. Assim, já naquele período, surgiam os primeiros sinais de criatividade e originalidade que marcariam toda a sua carreira.

Obras sacras eternizaram o artista em igrejas do Brasil
Inspirado por grandes nomes da pintura brasileira, como Tarsila do Amaral, Oswaldo Sette buscou, ao longo dos anos, reinventar sua própria linguagem artística. Em seu ateliê, produzia diariamente obras que refletiam sua visão de mundo, seu amor pela espiritualidade e, sobretudo, sua sensibilidade estética. Ademais, suas pinturas sacras ganharam destaque nacional, pois estão presentes em diversas igrejas católicas de Xanxerê, da região e de outras partes do país.
Esse conjunto de obras, portanto, ultrapassou o valor artístico e passou a integrar o patrimônio cultural e espiritual de inúmeras comunidades. Outrossim, sua dedicação à arte contribuiu para fortalecer a identidade cultural local, tornando seu trabalho amplamente reconhecido e respeitado.
Reconhecimento público e legado para futuras gerações
Além de artista, Oswaldo cultivava o sonho de fundar uma escola de belas artes em Xanxerê, pois acreditava na formação de novos talentos como forma de manter viva a arte regional. Seu amor pela cidade foi reconhecido oficialmente quando recebeu o título de Cidadão Xanxerense, concedido pela Câmara de Vereadores. Posteriormente, em 2025, a Prefeitura de Xanxerê homenageou sua trajetória por meio de um edital público que premiou artistas locais inspirados em sua obra.
Oswaldo Luiz Sette morreu no Hospital Unimed, em Chapecó. O velório ocorre na Capela da Central de Luto, enquanto o sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Municipal de Xanxerê. Enfim, sua partida deixa uma lacuna significativa, mas seu legado seguirá vivo, inspirando, sobretudo, novas gerações de artistas.
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