Explosões em Caracas, apagões e reação internacional marcaram a operação anunciada por Donald Trump, que afirma ter retirado o líder venezuelano do país por via aérea. Atualmente, o episódio é tratado como o ponto mais crítico da crise entre Washington e Caracas.
Trump anuncia captura de Maduro e fala em transição política
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante uma ofensiva militar americana contra a Venezuela. Conforme publicação feita na rede Truth Social, o líder venezuelano teria sido removido do país por aeronaves dos EUA. Contudo, Trump não revelou, até o momento, o local exato da prisão nem o destino final do casal.
Posteriormente, em entrevista coletiva realizada na Flórida, Trump declarou que os Estados Unidos pretendem administrar temporariamente a Venezuela, sobretudo até que uma transição política considerada “segura e criteriosa” seja concluída. Segundo ele, não há prazo definido para a devolução do controle político aos venezuelanos, pois essa decisão dependeria exclusivamente de Washington.
Explosões, fumaça e apagão atingem Caracas
Enquanto isso, moradores de Caracas relataram fortes explosões a partir das 2h da madrugada, horário local. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça, detonações sucessivas e aeronaves militares voando em baixa altitude. Ademais, várias regiões da capital ficaram sem energia elétrica, conforme relataram jornalistas e residentes.
Aliás, o serviço BBC Verify confirmou ataques em quatro pontos estratégicos: a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, o Porto de La Guaira, o Aeroporto de Higuerote e o Forte Tiuna. Assim, a operação teria atingido tanto áreas militares quanto estruturas logísticas fundamentais.
Acusações, narcoterrorismo e operação de inteligência
Os Estados Unidos acusam Nicolás Maduro, há anos, de liderar uma organização internacional ligada ao tráfico de drogas. Embora o presidente venezuelano sempre tenha negado as acusações, autoridades americanas afirmaram que, após a captura, ele foi formalmente indiciado por narcoterrorismo e outros crimes federais.
Segundo a emissora americana CBS, a operação contou com meses de planejamento, além de cooperação entre a CIA e o Departamento de Defesa. Inclusive, uma fonte de inteligência dentro do governo venezuelano teria auxiliado na localização de Maduro, permitindo que a Força Delta executasse a ação com rapidez.
Reação internacional divide líderes mundiais na captura de Nicolás Maduro
Inegavelmente, a ofensiva americana provocou forte repercussão global. China, Rússia, Irã e diversos países da América Latina condenaram o ataque, classificando-o como violação da soberania venezuelana. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a ação é “inaceitável” e cria um “precedente perigoso” para a região.
Entretanto, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou a operação, afirmando que o episódio representa um “avanço da liberdade”. Outrossim, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro declarou que a captura de Maduro enfraqueceria articulações políticas de esquerda na América Latina.
Governo venezuelano fala em agressão militar
Por sua vez, o governo da Venezuela denunciou o episódio como uma agressão militar direta dos Estados Unidos. Em comunicado oficial, Caracas afirmou que o ataque colocou em risco milhões de vidas e ameaçou a estabilidade da América Latina e do Caribe.
Além disso, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, apareceu nas ruas da capital acompanhado por forças policiais, pedindo calma à população. Segundo ele, planos de segurança foram ativados para evitar o avanço da desordem social, enquanto o país entrou em estado de comoção externa.
Escalada de tensão entre EUA e Venezuela
O ataque deste sábado representa o auge de uma escalada que se intensificou desde o início de 2025. Primeiramente, o governo Trump classificou grupos venezuelanos como organizações terroristas. Posteriormente, aumentou recompensas por informações sobre Maduro, ampliou bloqueios econômicos e reforçou a presença militar no Caribe.
Atualmente, analistas avaliam que a captura de Maduro pode gerar um vácuo de poder, sobretudo se disputas internas entre forças armadas e milícias se intensificarem. Portanto, o futuro político da Venezuela permanece incerto, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos com cautela.

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